| Não digas nada! Nem mesmo a verdade Há tanta suavidade em nada se dizer E tudo se entender - Tudo metade De sentir e de ver... Não digas nada Deixa esquecer Talvez que amanhã Em outra paisagem Digas que foi vã Toda essa viagem Até onde quis Ser quem me agrada... Mas ali fui feliz Não digas nada. |
Mostrando postagens com marcador poemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poemas. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Não digas nada
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
A flor e a náusea
(...)(...)
(Des)Esperança da Rosa
A rosaEra especial, mas de sonho regular:
Para o perdão seria a ferramenta;
O detalhe que não pode faltar à noiva,
Ou uma a mais numa coroa ou num caixão. Fosse qual fosse o sonho a se realizar
O importante era, de um modo ou de outro,
que sua função se cumprisse.
Não importava ter vencido,
Na inesperança, o asfalto.
Qualidades sobravam para que
Tal destino bastasse, mas era só aquilo
Tudo que queria.
LZMR
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Fernando Pessoa

Uma das características mais especiais de Lisboa é ela ter sido a cidade de Fernando Pessoa. É emocionante pensar que passei por lugares onde ele esteve, que tomei um café na Brasileira, seu reduto quase que diário, mas ao mesmo tempo, que diferença isso faz? Absolutamente nenhuma.
No entanto foi tocante visitar o seu túmulo e ler o que está registrado ali: justamente um dos meus poemas preferidos, que não é nem de longe um de seus poemas mais recitados.
Trata-se de um poema de Ricardo Reis, o racional, o centrado, o evocador de musas gregas.
Aqui vai:
Para ser grande, sê inteiro.
Nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és no mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Desde a primeira vez que me deparei com esse poema, levo-o comigo. Primeiro transcrito numa folha de sulfite e preso no quadro de avisos do meu antigo quarto na casa da Vovó. Mais tarde simplesmente na cabeça. Confesso, entretanto, que nunca segui os conselhos de Ricardo Reis. Falta-me disciplina, concentração e força de vontade para ser inteira. Tenho vivido sempre pela metade ou pelos três quartos.
Dommage.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Enfin!

Finalmente parece que a minha vontade de escrever superou a enorme preguiça que havia se apossado do meu ser nas últimas semanas.
Não é falta de inspiração, pois inspiração propriamente não há. Acho que nunca houve. Diversos temas pairam no alto do meu cocuruto. Entrelaçam-se, desenvolvem-se, mas exprimí-los em palavras não é tarefa fácil. Acabam por se tornar um emaranhado de ideias que um dia, gosto de pensar assim, serão a matéria prima de contos, crônicas ou até de um romance. Por que não?
domingo, 10 de maio de 2009
Na beira da vida a gente torna a se encontrar só

Os Povos
(Milton Nascimento e Márcio Borges)
Na beira do mundoPortão de ferro, aldeia morta, multidão
Meu povo, meu povo
Não quis saber do que é novo, nunca mais
Eh! Minha cidade
Aldeia morta, anel de ouro, meu amor
Na beira da vida
A gente torna a se encontrar só
Casa iluminada
Portão de ferro, cadeado, coração
E eu reconquistado
Vou passeando, passeando e morrer
Perto de seus olhos
Anel de ouro, aniversário, meu amor
Em minha cidade
A gente aprende a viver só
Ah, um dia, qualquer dia de calor
É sempre mais um dia de lembrar
A cordilheira de sonhos que a noite apagou
Eh! Minha cidade
Portão de ouro, aldeia morta, solidão
Meu povo, meu povo
Aldeia morta, cadeado, coração
E eu reconquistado
Vou caminhando, caminhando e morrer
Perto de seus olhos
A gente aprende a morrer só
Meu povo, meu povo
Pela cidade a viver só
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Náusea
Cansaço.
Excesso tem sido uma máxima no meu cotidiano contraditoriamente vazio.
Comprimidos a goles secos. Excessiva sensibilidade estomacal e mental.
Ânsia literária e ânsia física provenientes de Oscar Wilde, Pasternek e venlafaxina. Da última só anseio me libertar. E que passem as náuseas! É sintomático que cresçam as ânsias metafísicas, mas fazer o quê? Viver com elas. Convivê-las.
Tomam forma num vidro de xâmpu, fluem sempre, incessantemente, incansavelmente paralelamente às tarefas diárias e, eventualmente, estravazam-se num riso exagerado, numa lágrima sentida ou num sonho pesado e encharcado de suor. Um alívio inconsciente.
Passem!
Excesso tem sido uma máxima no meu cotidiano contraditoriamente vazio.
Comprimidos a goles secos. Excessiva sensibilidade estomacal e mental.
Ânsia literária e ânsia física provenientes de Oscar Wilde, Pasternek e venlafaxina. Da última só anseio me libertar. E que passem as náuseas! É sintomático que cresçam as ânsias metafísicas, mas fazer o quê? Viver com elas. Convivê-las.
Tomam forma num vidro de xâmpu, fluem sempre, incessantemente, incansavelmente paralelamente às tarefas diárias e, eventualmente, estravazam-se num riso exagerado, numa lágrima sentida ou num sonho pesado e encharcado de suor. Um alívio inconsciente.
Passem!
quarta-feira, 25 de março de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)
