Depois de um dia relativamente tranquilo, mas com uma meia hora de agonia, decido, finalmente, dar uma olhada no meu blog e ver se me sobra algum ânimo para escrever umas poucas linhas. Eis que decido criar um novo blog, desta vez num semi anonimato, e coisas interessantes acontecem.
Posto aqui, leio uma citação interessante ali e percebo que o que realmente me tem faltado é estar em contato mais íntimo com a minha merencoriedade (substantivo que acabo de criar). Como por um impulso vou até o escritório e puxo, certeiramente, o Livro do Desassossego da prateleira. Nada como um pouco do fragmentado Fernando Pessoa para nos apassiguar a alma. Ou angustiá-la de vez.
Leio. Não a desassossegada e filha única prosa do Pessoa, mas um outro livro, um tanto maçante, mas bom. Vou dormir e não durmo. É aquele tique-taque do meu centro nervoso me dizendo que a infeliz discussão da tarde ainda vai me atormentar a vida por uns dias. Levanto. Como doce. Bebo água. Leite. Coca. Não tem jeito, sempre a coca. Decido pegar o desassossegado livro, mas antes ligo o computador e algo me leva ao blog de um colega de faculdade. Nunca mais nos falamos, vimos e nosso convívio nunca foi lá muito próximo. Porém, foi ele que me apresentou o meu admiridíssimo (sim, merece o superlativo sintético) Dostoiévski. Um cara quieto, bom e detentor de uma veia latente para a literatura. Começo a fuçar o seu blog e encontro um poema do Mia Couto, uma citação do Livro do Desassossego e alguns outros textos interessantes.
Pois é, interessante. Bom. Tranquilizador.
Ricardo, obrigada por ter me apresentado a literatura russa!!!



